 Fátima Mirandda em seu atelier
De Betim para o Mundo
O título acima poderia se referir a Fiat, mas não tem nada a ver com automóvel. Diz respeito à pintura. De Fatima Mirandda. Com dois ds.
Sem barulho, sem fanfarra, sem alarde, sem foguetes, Fátima Mirandda em seu atelier denominado Traços, pinta sem parar. Da Rua Inspetor Jaime Caldeira 102, no bairro de Brasiléia em Betim, Minas Gerais, suas telas podem chegar à Prefeitura de Betim, à Assembléia Legislativa de Belo Horizonte ou ao Museu de Arte de São Paulo.
Às vezes vão mais longe. À Galeria Portinari, na Embaixada do Brasil em Roma, à UCCLA em Lisboa, ao Palais Schlic em Viena. Não será surpresa para mim se a pintura de Fátima Mirandda chegar amanhã em Tokyo, Dubai, ou Bagdá.
Eu não se é o ar ou a água de Betim que fazem Fátima Mirandda pintar com tanta alegria. Suas cores cantam como azulões, canários, curiós e coleirinhas. Suas formas saltitam, voam.
Em tempos de instalações que não dizem nada, a pintura de Fátima Mirandda diz tudo. À moda mineira. Sem barulho. Na surdina. Com discrição, mas forte presença.
Antes, falar de Betim era falar da Fiat. A partir de agora será difícil falar de Betim sem falar de Fátima Mirandda.
De sua pintura que cresce a cada dia e vai pelo mundo afora.
Pinturas de Fátima Mirandda  Fátima MIrandda Litoral capixaba - acervo do curador Glauco Moraes – 2008 80 x 130
 Fátima Mirandda Tributo a Belo Horizonte - 70 x 90 - 2008
 Fátima Mirandda Fé e Religiosidade - 80 x 120 - 2007
 Fátima Mirandda Ainda há poesia - 90 x 1.50 - 2008
 Fátima Mirandda Turbilhão 2008
 Fátima Mirandda Periferia - 120 x 120 - 2007
Carlos von Schmidt
Curador e Crítico de Arte
São Paulo 26 de março de 2009 03:00
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