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Dalí travestido de Velasquez. © Luis Romero do Livro Todo Dalí en un rostro
Dalí travestido de Velasquez
© Luis Romero do Livro Todo Dalí en un rostro


Dali Libertino & Surreal

O projeto é antigo. Ao escrever o livro Na Cama com Picasso, em 1996, Carlos von Schmidt ficou entre Picasso e Salvador Dalí. Optou por Picasso. Agora está terminando de escrever Dalí Libertino & Surreal. O livro terá 22 capítulos e 180 páginas. Fotos de Dalí e Gala, do fotógrafo Robert Descharnes. Leia abaixo a entrevista com o autor.

artes: Por quê Dalí?
Carlos von Schmidt: Quando escrevi na Cama com Picasso, em 1996, tinha duas opções: Picasso ou Dalí. Optei por Picasso. Deixei Dali para depois. Agora chegou o momento de escrever.

artes: Porque o nome Dalí Libertino & Surreal?
CvS: O livro inicialmente se chamou na Na Cama com Dalí para fazer pendant com o Na Cama com Picasso. Ao escrever o livro decidi mudar. O nome atual é Dalí Libertino e Surreal. Acredito que este nome está mais coerente com o que escrevi e com o próprio Dalí.

artes: Quando o senhor começou a escrever?
CvS: Comecei no dia 22 de maio deste ano. O dia em que Philipe de Bourbon, Príncipe das Astúrias, casou em Madrid. Não é uma biografia. É uma visão parcial de determinados momentos da vida de Dalí. Com ênfase em sua vida sexual.

artes: Quantos capítulos terá o livro?
CvS: 22 capítulos. Começa com Dalí menino, em 1910. Há um aspecto importante geralmente esquecido na sua biografia. O erotismo infantil. Poucos biógrafos deram atenção.

artes: Quantos capítulos o senhor já escreveu?
CvS: 20 capítulos estão prontos. Minha previsão é terminar em novembro.

artes: Quantas páginas terá o livro?
CvS: 180 páginas de texto. Fotos feitas por Robert Descharnes que é um dos biógrafos de Dalí. Foi secretário de Dalí. Tem vários livros sobre o artista. Tem o arquivo mais completo sobre Dalí. Com 60 mil itens.

artes: Quais são suas fontes de informação?
CvS: Depoimentos, documentários, fontes na Internet e a extensa bibliografia. Considero The Shameful Life of Salvador Dalí, de Ian Gibson, a mais importante obra sobre Dalí. Depois temos Luis Romero, Descharnes com vários livros. E o próprio Dalí, que é uma fonte. Mas, é preciso ficar com o pé atrás. Ele era megalômano, mitômano. Tudo que escreveu tem que se olhar com muito cuidado.

artes: Qual sua metodologia de trabalho?
CvS: Primeiro, leitura. Pesquisa e cross reference, isto é, a comparação e verificação de dados e textos.

Anoto tudo a mão. Depois digito no computador. Ocorrem modificações e acréscimos. Revisão feita, termino.

artes: Tem editora?
CvS: Tem uma editora interessada. Mas ainda não fechei nada. Vou conversar com outros editores interessados.




São Paulo, 9 de outubro. 20h15 Rita Feital



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