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Apresentação da cantora inglesa Amy Winehouse no Festival de Lollapalooza, em Chicago
Apresentação da cantora inglesa Amy Winehouse no Festival de Lollapalooza, em Chicago

 

Amy misturou o soul e o jazz de forma única

Nunca tive curiosidade em conhecer ou ouvir Amy Winehouse, até o último mês de abril quando recebi em casa duas amigas vindas de Itaipava, Petrópolis. Heloisa, roqueira convicta, disse-me que ouvia e gostava muito de Amy e que sua voz rouca era maravilhosa e as músicas eram ótimas!

Aí resolvi, por indicação de boa fonte, pesquisar a cantora que eu via somente como uma menina drogada e sem glamour. Fiquei surpresa ao descobrir que, além de uma voz afinada e de excelente timbre, tinha uma beleza diferente, até exótica, realçada por suas tatuagens aparentes e sua incrível magresa ganha com a ingestão de álcool e drogas. Puro preconceito de minha parte, confesso!

Comecei a ouvir suas músicas e letras e descobri, há dois meses, que tínhamos uma cantora e intérprete realmente de peso nos dias de hoje, que misturava o soul e o jazz de uma forma única.

Amy se destacava por seu talento e voz inconfudíveis, compunha suas músicas, escrevia as letras e interpretava suas canções de uma forma extraordinária.

Como jornalista, adoro fazer pesquisas e lá fui atrás da história de vida de Amy Winehouse, minha atual cantora de cabeceira.

Descobri que ela compunha inspirada em músicas dos ídolos de minha época. Gostava muito de Dedicated Follower of Fashion dos Kinks, Rock the Casbah do Clash, Waiting on a Friend dos Stones e Rocket Man de Elton John. Pensei que era por isso, pelo bom gosto musical, que conseguia escrever as letras mesclando experiências de sua própria vida com as letras de seus inspiradores.

Infelizmente, mesclou o talento e a lição musical que tirava de seus musos, com o gosto pelas drogas. Como muitos ídolos jovens, teve dificuldade para lidar com a fama e dosar o consumo das drogas e do álcool. Costumava beber taças e taças em seus shows, ora de vinho tinto, vinho branco e cerveja.

Mas é inegável que Amy, talentosíssima, se destacava pelo seu estilo musical diferente.

Agradeço à Heloisa e Cristine por terem me apresentado esta jovem, música completa, a tempo de poder curtir sua frágil vitalidade.

Agora só nos resta ouvir suas canções e aguardar pelas músicas inéditas já gravadas que anunciaram existentes. E certamente Amy Winehouse vai se tornar o Mito do século 21.

Sônia Skroski
23 de julho 2011 - 20h56'




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