 Mural de Os Gemeos em Manhattan
Os Gêmeos em ManhattanDepois de Londres, do grafitti da Modern Tate, os Gêmeos chegaram a New York, em Manhattan. Desde 17 de julho até março se poderá ver na esquina da Houston Street com Bowery, enorme grafitti de 5 metros de altura por 15 de largura.
O The New York Times de hoje, 4 de agosto, trás um longo artigo de Roberta Smith sobre o mural.
Para a crítica, Otavio e Gustavo Pandolfo, com este mural chegaram a fase Rococó do grafitti. Considera a obra leve e solta, “a dream of happiness with an underlying chord of melancholy”, “um sonho de felicidade com um toque subjacente de saudade”.
Smith fala das cores, da composição, das pessoas e animais retratados e com minúcia analisa detalhes mínimos da pintura.
Observa que ao lado do subway de New York está a favela paulistana, vista através da cores alegres, típicas do Brasil.
No extenso texto Ms. Smith analisa cada figura, cada imagem para finalmente concluir que o grafitti dos Gêmeos é 'realismo mágico com um toque de ousadia”. De modo geral a análise do trabalho de Os Gêmeos é favorável. Em nenhum momento a mordacidade que lhe é peculiar, aparece.
Acredito que nenhum artista brasileiro recebeu até hoje no The New York Times, tanto espaço quanto Os Gêmeos receberam. O que isso significa? É pura e simplesmente a valorização do grafitti. O reconhecimento de uma nova linguagem que tudo indica ignora a que está nos museus.
Carlos von Schmidt
Curador e Crítico de Arte
São Paulo 4 de agosto de 2009 12H38
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