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Cássia, São Paulo 2002
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Ana Cláudia, São Paulo 2002
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Ana, São Paulo 2001
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Jenny, New York 1995
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Paulo, São Paulo 2002
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De voyeur e fotógrafo...



O fotógrafo está para o voyeur assim como a objetiva está para o olho. O binômio, voyeur/fotógrafo, fotógrafo/voyeur, quanto mais completo, melhor a foto.

Aquela história da câmera na mão e idéia na cabeça só funciona se a idéia for muito boa. Caso contrário, o filme, a foto serão ruins.

JR Duran sabe disso. Está cansado de saber. Por isso, a força de suas fotos está na de suas idéias. No jeito de olhar. No voyeurismo. Às vezes explícito, outras, sutil, delicado.

Só um voyeur seria capaz de captar expressões de alma e de corpo reveladoras de sentimentos os mais variados.

As fotos que selecionei e diagramei falam dessas emoções, captadas no átimo do clique. Escolher entre 124 fotos da exposição JR Duran, reproduzidas no livro homônimo editado pelo Museu de Arte Brasileira, não foi fácil. Quando a beleza é uma constante é difícil optar. Limitei-me àquelas que por esta ou aquela razão tocaram-me.

Do olhar do gorila à expressão de gozo da modelo, viajei com prazer. Espero que você também o faça. Agora, se quiser curtir as fotos originais, as 124 estão expostas até dia 27 do corrente, no Museu de Arte Brasileira da FAAP.



Carlos von Schmidt
20 de abril de 2003 14horas20


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